Uma semana em Palma de Maiorca

Este blog conta as aventuras e desventuras de 3 amigos que passaram umas férias espectaculares na capital das ilhas Baleares (pertencentes a Espanha).

quarta-feira, setembro 13, 2006

2º Dia

O Acordar

Acordar e não acordar, eram 8:50, lá me levantei a muito custo depois de ter passado a bela noite a ouvir o tráfego nocturno de carros “shunning” de Palma de Maiorca, lá fui tomar um banho simpático com o belo do sabonete microscópico fornecido pelo hotel Saga, lá seria uma bela saga tomar banho com aquilo, especialmente estando numa banheira que tinha de área, menos de um metro quadrado, mas isso não me afectou.
Vesti-me e fui ter com a Sara e a Mafalda ao quarto delas.
Bati á porta e abriu-me a porta a Mafalda, cara de sono não lá muito bem disposta, a coitada da Sara também cheia de sono, ainda nem da cama tinha saído para ir tomar banho. Pois é, pelos vistos os vizinhos alemães passaram a noite toda no paleio, e não deixavam ninguém dormir…
Passado alguns “longos” minutos, para meu desespero e da Mafalda, a Sara lá se despachou e lá fomos tomar o Pequeno-Almoço.


O Pequeno-Almoço

Chegamos à área de Refeições e para nosso espanto, havia muito por onde escolher, vários tipos de pão, croissants, sumos de vários sabores, leite, café, ovos mexidos, enfim, um belo do bufete de self-service. Tomamos um pequeno almoço agradável, mas um pouco forte, pois iríamos ter que esperar pelo homem da agencia, já antevíamos uma bela seca em espanhol…


O Homem da agencia de viagens

Não sei porque, mas já nos tentam chular com os preços das viagens, e pelos vistos nunca é suficiente para eles, lá veio o homem da agencia, a tentar impingir viagens de turismo, daquelas em que a única coisa que vemos é imagens de relance pelas janelas dos autocarros. Felizmente nenhum de nós estava desperto o suficiente para conseguirmos ouvir fosse o que fosse e acabamos apenas por ver os folhetos. Apesar de tudo ficamos interessados numa viagem de barco, pois a Sara disse-nos que já tinha feito uma viagem dessas em palma, numas férias anteriores com a mãe. Perguntamos educadamente se a viagem que nos tinha indicado era essa tal viagem de 6 horas de barco, “Imposible” respondeu-nos o homem afirmando que essa viagem que indicamos seria uma viagem de 20 horas… A Sara claro, ficou espantada e pensando que estava louca, telefonou á mãe a confirmar se teriam feito realmente a tal viagem nas férias anteriores, ao qual a mãe respondeu que sim. Confirmava-se então que a Sara não estava louca, mas era apenas o homem da agencia que nos tentava impingir as suas viagens e as suas belas mentiras…


Praia !!!!

Finalmente pusemos os pés na praia de Palma! Apesar de a areia ser diferente do que estamos habituados, (a areia em palma é mais fina e compacta), lá colocamos as toalhas. Como eu tinha tomado um pequeno-almoço um pouco mais pesado, decidi não ir á agua, em vez disso foi a Sara e a Mafalda, que segundo elas, só iriam demorar 10 minutos.
Coloquei um pouco de protector solar e fiquei na toalha a trabalhar para o bronze e a “ver o mar”. Observando a beleza feminina que não fazia por menos para se mostrar, apreciava alguma qualidade, mas infelizmente não era nada de especial, confirmei que a beleza da portuguesa acaba por ser superior, à de qualquer sueca, alemã ou que quer que seja. Via-se alguma qualidade, mas observava-se muita tristeza, e afastava-se os olhos de outras coisas bem piores…
Passado alguns 45 minutos (os tais 10 minutos no espaço temporal da Sara), vieram elas, retornadas da agua, deliciadas com a qualidade da agua e do quão bom era estar lá.
Não fiquei chateado por não ir á agua, sabia que também iria ter a minha oportunidade.


O Almoço

Depois de todo aquele belo tempo passado na praia, decidimos ir aproveitar o nosso almoço gratuito que nos tinha sido oferecido pelo nosso amigo do hotel.
Não haviam muita gente para almoçar, o que significava um almoço mais calmo, sem grande stress, e com muita comida por onde escolher, desde saladas frias a pratos quentes. Lá escolhemos o que queríamos e tivemos um belo dum almoço.


Tarde na varanda

Como estávamos com poucas horas de sono, decidimos ficar pelo hotel e apreciar a frescura de estar na varanda, com a bela brisa de ar fresco e ficamos simplesmente jogar às cartas pela tarde fora, até ser hora de volta para a praia.
Decidi deixar carteira e telemóvel na mala da Mafalda, pois a minha não tinha cadeado, e assim sempre ficava mais seguro e sempre podia ir para a água com elas, sem preocupações.


Tarde na Praia

Toalhas colocadas, protector solar colocado, e lá fomos para a água!
A agua da praia é bastante agradável, como a zona é uma pequena baia, não existe grande ondulação, tornando a agua segura, é refrescante e temos pé ao longo de uma longa distancia da praia, enfim dá para se estar sem quaisquer preocupações, passamos quase 2 horas na agua relaxando e aproveitando para gozar com algumas figuras tristes!


O Jantar

Voltamos para o hotel por volta das 19 horas, foi tomar banho e elas também, e fomos jantar. O Jantar não era diferente do almoço, bem servido, com muita comida á escolha, só tinha a diferença de estar muito mais gente presente. Não existe assim muito para dizer, afinal de contas estávamos a comer.


Jogar às cartas!

Estávamos cansados e decidimos ficar na varanda do hotel a jogar às cartas, estava uma brisa de ar fresco o que nos deu conforto e vontade para jogar um pouco de Uno e jogos variados com cartas normais. Foi simplesmente uma noite para descansar com algum riso à mistura.


sexta-feira, setembro 01, 2006

17/08/2006  Dia das “calamidades”! -> By Sara

Aeroporto da Portela – Lisboa


Mal cheguei ao aeroporto, depois de tirar as “poucas” malas do carro, fui ter com o Carlos e com a Mafalda que já estavam à minha espera. O costume é atrasar-me mas desta vez cheguei bem a horas eles é que se adiantaram mais que eu! Eu e a Mafalda tivemos direito a rosa branca e tudo do Carlos, deve ter sido a forma que ele encontrou de nos amolecer o coração para ver se não lhe fazíamos a vida negra na viagem, se bem que não resultou lol. Agora a sério tiveste muito bem Carlos, receber uma flor cai sempre bem!


Revista completa

Estando nós numa era em que existem bastantes atentados, a segurança deve estar no seu máximo. Eu safei-me de ser revistada pois apenas levava um vestido, logo era difícil esconder algo. Já a Mafalda foi revistada mas normalmente nada demais e não foi mesmo a pormenor. O nosso amigo Carlos coitado foi o sacrificado, ou o senhor que estava a revistar achou que ele era familiar do Bin Laden ou então teve algum tipo de atracção por ele, pois foi um exagero enorme a forma como o “apalpou” lol.
Na porta de embarque que estava assinalada nos bilhetes que nos foram dados no check-in, estava a porta 17, qual é o nosso espanto, o tempo a passar e nada da porta de embarque abrir! Passado algum tempo lá ouvimos a última chamada para Barcelona na porta 7, sem comunicarem que a porta tinha mudado. Lá fomos nós a correr para a porta 7 que ainda por cima não era perto. O Carlos andava à frente e reclamava comigo e com a Mafalda por não nos despacharmos. Só que ele não sabia o que era ter nem tinha sandálias que lhe estavam a dar cabo do pés!


Voo TP738

No avião tivemos uma boa viagem na qual descobri que tanto a Mafalda como o Carlos não eram muito amigos de andar de avião. Contudo a Mafalda sabe disfarçar, enquanto o Carlos fica muito calado e firme e hirte lol.
Esperámos que reparassem uma roda do avião e aí fomos nós com destino a Barcelona a ver os vídeos de segurança com bonequinhos verdes e durante a viagem uns vídeos de apanhados do Canadá que me perguntei se aquilo era para ver se os passageiros enjoavam todos e davam uso ao saquinho colocado na cadeira do avião.
A nossa refeição ligeira nesse voo foi um bolo que até nem estava mau mas tinha papel agarrado que era impossível tirar e uma sandes que era intragável com queijo e um enchido qualquer que não se percebia bem o que era mas tinha uma tira à volta que se não era imitava muito bem bolor.


Barcelona

Excelente aterragem do piloto da Tap. Aqui começam os problemas! Nos painéis informativos estava o nosso voo e o conjunto de portas de embarque. A porta de embarque ao certo tinha de ser pedida ao balcão situado nessa mesma zona. Entrego os bilhetes, junto com os bilhetes de identidade e começo a ver o empregado aflito a olhar para o computador e com caras cada vez mais estranhas, até que chamou um superior. Perguntei se existia algum problema ao que ele me respondeu que nos computadores o não voo não existia. Durante um tempo até nos rimos pois era um “voo fantasma”, parecia uma coisa ao estilo da série “Perdidos”. Não achámos tanta piada depois de estarmos à espera perto de uma hora e nos darem os bilhetes com a porta de embarque escrita à mão, pois tínhamos os bilhetes físicos mas informaticamente não existíamos!


Voo JK5726 ou TP8596

Para “sorte” nossa, ficámos mesmo no fim do avião onde nem os bancos podíamos reclinar e tínhamos um som de fundo excelente, saímos de lá com uma dor de cabeça enorme! Pelo menos lá tivemos direito a chupa-chupas e a aterragem também foi muito boa. Mais uma coisa a reclamar tanto neste voo como no anterior não existiam comissários de bordo pelo menos à nossa vista. Apenas se avistavam hospedeiras, sorte a do Carlos e azar o nosso.


Palma de Maiorca! Mission accomplished!

Demos voltas e voltas ao aeroporto até irmos informar-nos ao balcão de informação e nos dizerem que a representação da nossa agência tinha outro nome. Só para terem a noção das voltas que demos, eu e a Mafalda esquecemos as sandálias e tirámos das malas de viagem os chinelos de praia, pois já não aguentávamos os nossos ricos pezinhos lol. Logo aí tivemos a noticia de que o guia ia aparecer no nosso hotel por volta das 10h45m, com atrasos e tudo lá se foi a nossa manhã de praia. Também nos foi pedido que esperássemos um pouco pelo transporte que nos ia levar ao hotel.


Transporte para o hotel

Tivemos o privilégio de ter um táxi só para nós e irmos à larga com um taxista bem simpático. Porém tivemos de estar a ouvi-lo falar em atletismo, assunto que nenhum de nós os 3 domina muito mas enfim. Lá nos disse que o que se ouvia da vaga de alforrecas não se confirmava o que nos animou um pouco mais, porque, falo por mim, não tem nada a ver tomar banho numa piscina com tomar um banhinho na praia ainda por cima lá que a água é bem quentinha e calminha. É o tipo de praia em que se anda quilómetros e nunca se perde o pé.


Hotel

O recepcionista do hotel era bastante cómico. Quando lhe dissemos qual a distribuição dos quartos disse ao Carlos “elas cá também são assim”. Ficou logo solidário pelo seu amigo Carlitos, como ele lhe chamava, ir dormir sozinho e abandonado no 8º piso enquanto nós estávamos no 4º piso.


Quartos

Mal chegámos ao quarto, pousámos as malas e fui lavar as mãos para irmos jantar pois estávamos cansados e com fome. Qual é o meu espanto quando tento abrir a porta e nada. Ao principio a Mafalda pensou que eu estivesse a brincar, só se apercebeu quando também ela tentou abrir a porta e nada. A porta era de madeira e tinha algum espaço por baixo mas que mesmo assim não dava para sair nem que eu deixasse de comer por 20 dias lol. A Mafalda aflita por não saber falar espanhol deu-me o telemóvel por debaixo da porta e eu lá tentei ligar para a recepção. Para pouca sorte minha o telemóvel dava ocupado. Cheia de calor por causa da luz da casa de banho que não tinha janela e entre risos pelas peripécias que me tinham acontecido, a Mafalda diz-me olha vou ligar ao Carlos. Ao contrário da imaginação do Carlos nem eu nem a Mafalda demos pontapés na porta, vontade não faltou mas doíam-nos tanto os pés que julgo que nem capazes disso estávamos. Ainda tentámos foi forçar a fechadura dum lado e de outro mas nada! O Carlos lá foi à recepção e passado algum tempo lá foi um senhor tirar a fechadura e eu fiquei de novo em liberdade. Sim porque estar em cativeiro com uma luz que aquecia aquele pequeno espaço é tortura!


Última refeição dos condenados

Cheios de fome dirigimo-nos à recepção, onde o nosso amigo disse que o jantar já era, mas que nos compensava com almoço no dia seguinte. Fomos ao restaurante mais perto comer qualquer coisa só para não cairmos para o lado!


Final do dia

Estava difícil este dia acabar, mas lá chegou ao fim. Demos um passeio à beira-mar e prometemos uns aos outros que as férias poderiam ter começado mal mas iriam acabar bem. E na verdade até acabaram muito bem! Findo o passeio fomos descansar se bem que dormir foi mais difícil, mas lá dormimos umas 2 horinhas ou coisa do género, pois não nos podíamos levantar muito tarde para tomarmos o pequeno-almoço no dia seguinte.


quinta-feira, agosto 31, 2006

Dia 17 de Agosto

Chegada ao Aeroporto da Portela – Lisboa.


Cheguei ao aeroporto, vindo de uma viagem atribulada, viajar com os pais dá sempre em pequenas comédias mas também alguns calafrios, trouxe duas rosas brancas, uma para a Sara outra para a Mafalda
.
Fui o primeiro a chegar, mas não demorou muito tempo até o telemóvel tocar, era a Mafalda, perguntando onde andava, lá nos encontrámos e depois de alguma troca de palavras, não muito tempo depois, apareceu a Sara, estávamos os três reunidos, prontos para a nossa pequena aventura em Palma de Maiorca.


O check-in.

Com alguns nervos, depois de algumas trocas e reviravoltas à procura do check-in correcto, lá tratámos das malas e fomos em direcção à porta de embarque.
Com esta coisa dos atentados terroristas, lá acharam piada passarem-nos a pente fino, devíamos ter cara de terroristas, mas enfim, tudo passou rápido e fomos esperar pela hora de embarque.
Enquanto esperávamos, trocámos algumas palavras e observámos quem passava à nossa volta, deu para ver metade do mundo, italianos, franceses, ingleses até mesmo alguns árabes. Esperávamos ansiosamente a nossa vez de embarcar, queríamos depressa chegar ao nosso destino, mas lá sabíamos nós a aventura que iria ser!


O avião da Tap – Voo TP738 – Airbus A319

Entrámos dentro do avião, entre piadas de humor negro sobre quedas de aviões, lá me consegui recompor um bocado e afastar aqueles pequenos medos que podemos ter ao andar de avião, afinal de contas, se houver uma avaria, não podemos propriamente encostar na nuvem mais próxima ou parar na estação mais próxima para meter gasolina.
Avisaram-nos que o voo iria ser atrasado em 15 minutos, a Mafalda faz sinal para mim e para a Sara para olharmos pela janela, estava uma roda a ser mudada, ao menos fazem bem as inspecções.

Motores ligados, aproximação à pista para levantamento a ser feita, algo do estilo, ready set go, claro que não é tão cómico quando falamos da diferença de pressão a levantar voo, a impressão que faz dentro da mente, mas mal demos por nós, já estávamos no ar a caminho de Barcelona.
Quem diria que a TAP tem aviões já bastante modernos, ecrãs LCD passando um vídeo, explicavam com bastante detalhe, as regras de segurança e o que fazer em desastre aéreo pressupondo que sobreviveríamos a um acidente. Belas hospedeiras de bordo, distribuíam uma refeição ligeira, ao ver aquela pequena sandes, perguntei-me onde é que estavam aquelas refeições “ligeiras” que costumavam ser servidas com talheres e tudo.


Chegada a Barcelona

Fizemos a nossa aproximação ao aeroporto de Barcelona, com uma boa aterragem e satisfeitos do voo, agarrámos nas nossas coisas e fomos à procura da nossa nova porta de embarque, e foi aqui que começaram os nossos problemas… Tínhamos voo marcado, aparecia nos painéis de informação, agora nos sistemas informáticos do aeroporto, o nosso voo não existia… Depois de muito tempo à seca, quase uma hora depois, lá perceberam o que se passava e lá nos deram os bilhetes de embarque em direcção a Palma de Maiorca.


O avião da SpanAir – Voo JK5726 ou TP8596

Entrámos no avião e não queríamos acreditar, meteram-nos nos últimos lugares do avião, mesmo ao lado das turbinas sem direito a janela… Aquele barulho durante toda a viagem foi mesmo agradável… Avião já com idade, não existiam LCD’s, alguma ferrugem, enfim, espanhóis, nem as hospedeiras se safavam…
Deram-nos chupa-chupas como refeição, mas também para um voo de meia hora, creio que seja normal em Espanha…


Chegámos a Palma de Maiorca!

Depois de meia hora de viagem, aterrámos em Palma, uma aterragem razoável, alguns ventos cruzados e tal, mas aterrámos sãos e salvos e desembarcámos.
Fomos à procura do representante da nossa agência, mas claro, como espanhóis que são, metem sempre os pés pelas mãos, e só no bloco de informações é que nos disseram que a nossa agência era representada por outra agência, trocas e reviravoltas, lá nos indicaram o taxista que nos levaria ao Hotel.


O Taxista Comediante.

Taxista porreiro, sim senhor, um bocado tarado por atletismo, pois falou-nos em dois atletas portugueses que nem sabíamos quem eram, tal era a idade que eles já tinham. Lá falámos no Obikwelu e das duas medalhas de ouro que ganhou e tal, tirámos da mente o mito das alforrecas na praia, e até me perguntou se eu era um Português Valente, devia ser por estar acompanhado por duas mulheres, pois quem é que aguenta uma, quanto mais duas!


O Hotel e a recepção.

Chegámos ao Hotel, fiquei um pouco decepcionado, mas já deveria estar à espera, pois para um Hotel de duas estrelas, era mesmo o que nós iríamos receber. Mais um espanhol a dar comédia, “Um quarto duplo e um quarto singular, são para quem?”, dizia o recepcionista, a Sara adiantou-se e disse “O duplo é para nós as duas.”, o recepcionista vira-se para mim com cara de pena e diz-me, “Carlitos Pobresito”, foi apesar de tudo um bom momento de comédia, mas não acabava aqui o dia!


Os Quartos.

Dirigimo-nos para os nossos quartos, eu fiquei no oitavo andar, elas ficaram as duas no quarto andar, cheguei ao meu quarto, deixei as minhas coisas, fui lavar a cara, as mãos e os braços, como faço normalmente depois de um dia de viagem ou um dia um bocado cansativo, ainda queria tomar um banho mas não deu tempo, o telemóvel tocou, era a Mafalda! Atendi com estranheza e perguntei o que se passava, “A Sara está trancada na casa de banho, precisamos da tua ajuda Carlos !!!”. Risos vieram-me à cara, não me podia conter, imaginando a Sara aos pontapés à porta para abrir, e ao que descobri depois, não foi diferente do que imaginava, a única diferença é que eram as duas a tentar “destruir” a porta. Por iniciativa própria, fui à recepção falar com o nosso comediante, mas claro, o meu portunhol andava enferrujado e preferi falar em inglês, contei o que se passava, o recepcionista riu-se e ligou a um colega, dizendo que havia “una chica muy caliente” presa na casa de banho do quarto 415. Fui de seguida ter com a Mafalda e esperámos pelo homem que viria arranjar a porta. Ele chegou, desmontou e lá salvou a Sara.


Jantar, ou não…

Estávamos com fome, mas depois destes pequenos problemas, quisemos ir jantar, mas infelizmente a área de refeições já estava fechada… Fomos mais uma vez falar com o recepcionista, mas apesar de tudo, nada podia fazer para jantarmos, no entanto foi simpático e ofereceu-nos o almoço no dia seguinte, visto que estávamos em regime de meia-pensão e não tínhamos direito aos almoços. Decidimos então ir jantar ao restaurante ao lado, uns hambúrguers no prato, comidas rápidas.


A marginal do Arenal.

Fomos depois dar uma volta à marginal da praia do Arenal, a zona onde íamos ganhar o nosso bronze. Apesar de tudo o que se tinha passado, tentámos manter a alegria e a esperança de que iríamos ter umas boas férias, não estávamos longe da verdade. Andámos ainda bastante, demos uma boa volta, e fomos para o Hotel, estávamos cansados, queríamos descansar para nos levantarmos cedo no dia seguinte.